28º
Capitulo- Narrado por Lua Blanco
Eu já estava com dois meses de gravidez, me
acordei no meio da madrugada, sentindo muita dor e percebi que estava sangrando
muito.
– Thur, Arthur... – Chamei-o desesperada.
– Oi Luinha! Pra quê tanto desespero?
– Eu tô sangrando. – Gritei. – Sangrando muito.
– Aí meu Deus! Vamos para o hospital agora. –
Arthur colocou um roupão e gritou por Emme que chegou atordoada no quarto.
– O que foi, pai?
– Sua mãe tá sangrando. Temos que leva-lá até o
hospital. – Falou me pegando nos braços e, de certa forma foi como se aquele abraço
me disse: “Amor, vai dar tudo certo!”.
– Ok. Vou pegar um casaco. Vai descendo com ela. –
Emme saiu do quarto.
– Amor, eu não quero que esse serzinho aqui...
– Não completa a frase. Vai ficar tudo bem. – Me deu
um beijo na testa e desceu até a sala comigo nos braços.
– Vamos pai! – Emme desceu as escadas correndo e nós
encontramos no carro.
Quando chegamos ao hospital, Arthur foi falar
com o médico que cuidava do meu pré-natal e Emme ficou comigo.
– Mãe, não se preocupa, vai dar tudo certo. – Falou
me abraçando.
– Espero! – Respondi.
– Vamos, senhora Lua. – O doutor me levou em uma
cadeira de rodas até uma sala para fazer exames.
– Fiquem aqui. – Falou para Arthur e Emme. – Já já
eu volto.
Narrado por Arthur Aguiar
Achava que nada iria acontecer com o bebê mas,
sabe como é, né? “Estava aflito!” Não queria perder aquele serzinho fruto do
nosso amor, do amor intenso que existia entre a Lua e eu. Isso não era justo!!!
O médico levou a Lua para fazer exames e Emme
e eu ficamos esperando na sala de visitas.
– Tudo vai dar certo! – Emme falou me abrançando.
– Tomara, filha! Tomara! – Abracei-a.
Minutos depois o médico voltou.
– Foi só um susto! Tudo está bem. – Explicou.
– Cadê minha mãe?! – Emme pergunta desesperada.
– Está no quarto, em repouso. Acho melhor que ela
passe o resto da noite aqui. E mais tarde ela já pode voltar pra casa.
– Ok doutor! – Falei concordando.
– Podem ir lá no quarto pra vê-la, mas ela está
dormindo.
– Tudo bem. – Respondi e fomos até lá.
– Pai! – Emme falou baixinho pra que Lua não acordasse.
– Mais tarde eu ligo pra tia Sô e peço que ela traga roupas pra nós.
– Ok, flor! Vamos tentar dormir, agora?! –
Perguntei. – Tá tarde e daqui a pouco já é dia. – Alisei seu cabelo. – Sei que
as poltronas não são confortáveis, mas dá pro gasto.
– Tudo bem! Uma vez só, não mata ninguém.
– Você é um anjo! – Falei e Emme sorriu sentando na
poltrona. – Mas agora dorme que amanhã o
dia promete.
– Pelo menos eu entro de férias amanhã e posso
ajudar nas coisas.
– Só você, Emme! – Sorri. – Agora dorme. – Dei-lhe
um cobertor.
– Boa Noite, Pai!
– Boa Noite, princesinha! – Depositei um beijo em
sua testa e ela riu, fechando os olhinhos. Pra mim, ela sempre seria minha
princesinha. Minha pequena que gosta de fazer festa com coisas tão simples, que
gosta de dar gargalhada de tudo, que ajuda todo mundo... Era muito emociante
pra mim, saber que participei da vida daquele anjinho que tá crescendo e
virando uma moça linda!
Emme logo pegou no sono, mas eu não consegui
dormir direito... só cochilava 20 minutos e acordava, e nesse ritmo, logo
amanheceu. Como combinado, Emme pediu que a Sô levasse roupas para nós e para
Lua.
Início da Ligação ( Emme e
Sophia)
– Tia Sô?
– Oi flor!
– A senhora podia vir aqui no hospital? É que a
mamãe passou mal hoje de madrugada e tivemos que sair correndo de casa. A
senhora podia pegar roupas para nós lá em casa?
– Posso sim! Mas tá tudo bem, né? – Perguntou
preocupada.
– Tá sim, foi só um susto.
– Ok. Daqui a dez minutos eu chego ai!
– Tá bom, tia! Beijo! Te amo!
– Também te amo, princesinha!
Fim da Ligação ( Emme e
Sophia)
– Daqui a dez minutos ela chega! – Emme falou.
– Tudo bem. Você não tá com fome?
– To sim. – Emme fez careta.
– Então eu vou na cantina. Não quer vir comigo?
– Não, vou esperar a mamãe acordar.
– Tá bom, anjo! Já volto! – Falei e ela sorriu.
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