3º
Capítulo – Narrado por Lua Blanco
Na
mesma noite, na noite em que eu achava que estava grávida, no dia que a Sô
havia ido lá em casa e eu não tive coragem de fazer o teste de farmácia, muito
menos contar ao Arthur sobre a hipótese... Emme foi para casa da Patty, sua
melhor amiga, pois lá teria uma festinha do pijama só pra elas e Emme não
queria se atrasar... Já era quase uma da manhã e Arthur e eu estávamos
assistindo um filme, que eu nem lembro o nome, ele passava na TV a cabo, mas eu
estava pensativa e preocupada o suficiente pra prestar atenção em qualquer
coisa. No comercial Arthur começou a falar.
– Lua, você nunca pensou em ter filhos? Quer dizer,
mais um, além da Emme.
– Ter filhos? – Quase morri ao ouvir aquilo...
Parecia que ele lia meus pensamentos.
– É que a nossa princesinha já cresceu, agora, já é
uma mocinha. – Ela falava com se estivesse se referendo a uma criança de cinco
anos. – Daqui a pouco tá com 13 anos, talvez até com um namorado... Se é que
ela não tem. Ela é tão linda!
– Namorado? – Me espantei ao ver o Arthur falar
aquilo. – Namorado, não. Ela é muito nova. – Falei e ele sorriu. – Não vejo
graça alguma. – Retruquei.
– Não?! – Exclamou. – É engraçado sim, logo você,
uma garota “barra” mulher ‘prafrentex’... Cheia de ideias...
– Não é que eu não queira que a Emme se apaixone e
namore. É que eu não quero que seja tudo tão rápido pra ela.
– Isso é besteira! Talvez ela já tenha dado o
primeiro beijo, talvez você, ou melhor, nós, nem saibamos.
– Não. Acho que não. Minha afinidade com a Emme é
muito intensa... Vai além de amor de mãe e filha... Nossas confidências são
coisas que a gente só consegue contar pro melhor amigo e ela me conta. Mas
pensando bem, ela já me contou sobre o irmão de sua amiga... Ela me disse que
ele era muito lindo e que estava gostando muito dela, mas ela não tinha coragem
de namorar com ele... Acho que tem um certo medo... Disse que preferia ficar só
na amizade, mas nisso o tempo dá jeito.
– Como assim? A fim de quem? É aquele garoto, irmão
da Patty, não é? – Ele me olhou nos olhos.
– Pois é! Mas foi você mesmo quem disse que ela já
estava a idade de namorar. Depois sou eu a anti-quadra. – Gargalhei. – Dá pra
perceber que você é muito ‘prafrentex’... Só que na prática, tudo muda.
– Olha, com essa, desisto... Deixa pra lá! Vamos
dormir? Tenho certeza que é melhor. – Ele riu.
– Então tá, já tô com sono, mesmo. – Falei e ele me
deu um selinho.
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Depois
que nos deitamos para dormir, fiquei rindo da cara do Arthur... Passamos mais
um tempo conversando e ele ficou fazendo cosquinha em mim... Parecíamos duas
crianças, dois jovens apaixonados... Até que pegamos no sono e dormimos
abraçados.
No
outro dia de manhã ou melhor, quase tarde, a Emme chegou em casa...
– Oi papai! Oi mamãe! – Emme entrou na cozinha nos
cumprimentando. As vezes, ou melhor, desde a época do meu namoro com Arthur,
ela o chamava de papai.
No
momento que Emme entrou na cozinha, nós estávamos nos beijado e eu empurrei o
Arthur.
– Oi minha linda! – Cumprimentei.
– Oi princesa! Cadê meu beijo? – Arthur também a
cumprimentou e Emme se aproximou de Arthur e ele a abraçou.
– Como foi a “festa do pijama pra duas pessoas” na
casa da Patty? – Perguntei enquanto ela andava na minha direção pra me abraçar.
– Foi bem legal! – Percebi que tinha algo estranho
em seu tom de voz. – A Patty fez um monte de palhaçada, me diverti bastante,
mas agora eu vou pro meu quarto depois eu conto os detalhes. Passa lá em cima.
– Pediu.
– Ok! – Respondi e ela saiu da cozinha em direção
ao seu quarto e Arthur e eu fomos terminar o almoço.
#Comentem
aaaa Essa web é perfeita, Parabéns Fernanda! =D
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